Jardins de Palavras em canteiros de versos a cerca de eiras de prosa. Em 2008, um mês, um livro, desde julho
Terça-feira, 5 de Junho de 2007
Viver, Sentir, morrer... nunca
A poderosa presença,
Calada, quieta,
Acamada e vibrante.
Pai deitado, calado,
Perdido no passado dos dias felizes.
Nunca voltou à guerra, nunca voltou ao hospital!
 
Nunca, em delírio e perda, teve em outro canto, senão no amparo dos irmãos.
Sonhava com todos, e falava com cada.
Carregou batata e discutiu o tempo com Edmundo, Abigail, com cada um,
Com Amaury, nos instantes que o presente faltava, voltava lá, vivia deles.
 
São afinal os irmãos o grande prêmio. Aqueles que testemunharam contigo,
O iniciar do viver. E assim, em início, sabem juntos o que é ser amado, ou nada sabem não.
Nós, sabemos, e sabemos de um jeito que pouca gente sabe.
Que se danem os que acham a nós, arrogantes. Fomos por demais amados,
E não ligamos para isto. Vivemos e ninguém vai entender. Só, aqueles já assim tão amados.
 
Crescente história, feita de amor instaurado como regra do existir.
Assim como o ar, só se nota quando falta e, então, não se vive mais.
Por isto até, sinto não há, de fato não, a morte.
Se houvesse, estava eu também, morto.
Estar e querer viver, diz, grita, sussurra escandalosamente:
“Ele está vivo”. Largue tudo, encha o pulmão do amor que ele te deu,
Sopre para cima, sopre para ele,
Deixe ele saber que não amou em vão, e que você aprendeu, e sabe bem.
 
Viver, é só amar, amar e sofrer a vida que assim vai-se nos outros.
Pois nos outros, continua-se.
Embora, é certo, se ele vive agora, está livre disto tudo,
precisando só deste sopro, a certeza para então transcender.


publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 02:44
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