Jardins de Palavras em canteiros de versos a cerca de eiras de prosa. Em 2008, um mês, um livro, desde julho
Segunda-feira, 19 de Agosto de 2013
Fracasso

O biológico da vida nada deve significar, sem o sentir emocionante do coração bater no peito, ser dono deste peito, entender porque ele pula às vezes e outras horas mal pulsa, e este saber não mudar em nada a importância incontestável do que faz ele pular. De fato, a poesia da vida vale muito mais do que a vida sem ela.



publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 01:09
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Domingo, 18 de Agosto de 2013
O branco de Iemanjá, o colorido do homem.

Ao cair da noite,

Ao sair do sol.

O mar é branco feito a areia,

E tão branco quanto o céu.

 

Por trás da branca fumaça do cachimbo,

Marujo olha Iemanjá.

Neste véu,

vem mergulhar.

 

Para em tanto branco,

Seu ser não se perder,

Colore seu barco,

seu braço, seu gorro.

 

Vai com as cores de sua vida em vila colorida.

Encaixada entre o verde, ilhada entre este e o azul do mar.

Azul que vira branco de Iemanjá,

Branco que ele navega, com suas cores, para não se afogar.

 



publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 20:51
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Espanha, Picinguaba.

Um espanhol veio.

Levou-lhe a irmã

E deixou a bandeira.

 

A bandeira encardida

Por dentro da porta do pequeno galpão.

Vila na areia, praia é casa.

 

Tampa a bandeira a rede,

Tampa a saudade.

É encardida, e conta o tempo.

 

Ela se foi há tanto.

Mas é feliz,

Tem uma filhinha espanhola.

 

Com coração caiçara.

 



publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 20:43
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Serra do Curral, junto à Fazenda Mangabeiras.

É julho, é seco.

É quente.

A serra assim se enche de um certo enruivecer.

Se não enrubra em fogo pleno.

 

Se não queimam,

capins se adensam e secam,

quando não florem.

Encaracolados de amarelo e ruivo-flor.

 

Fazem da serra a bela montanha,

Turfosa ao olhar, que é.

Mas é o belo que a faz,

Que no descuido do homem,

Arde.

 

É bela, rara e efêmera,

Esta beleza de relvas ruivas

Que rubras queimam.



publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 20:17
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Na fazenda, biólogo a descansar.

Se olha longe,

Sucessão natural,

Mata ciliar.

 

Se olha perto,

Olho de saúva,

Precisa controlar.

 

Então olha o terreiro.

Esquece tudo.

Na criação, a calma de nada saber.

 

Mas me passa a galinha,

Seu passar jurássico,

Seu reptiliano caminhar.

 

Mas que belo dinossauro,

Com bico, sem dentes...

Mas que merda de ciência!



publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 20:08
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Mamoeiros antigos

Velhos mamoeiros são velhas respeitosas.

Com rebrotos vigorosos de si mesmas.

 

Se fazem jovens de cabeça pequenina,

Compridas e entorpecidas.

 

São frágeis, majestosas árvores,

São discreta paisagem.

 



publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 20:02
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IPÊS

Tudo é cinza,

É pálido.

Tudo encarde.

 

Folhas pálidas,

Terra pálida,

Névoa, igualmente embranquecida.

 

Tudo fala, não há.

Secura e calor,

O clamor é, secou.

 

Secou? Verdade dura,

desmentida,

desmascarada.

 

Por cada abundante,

Frondoso

Suculento ser...

 

Cada embolado de

Flores amarelas de ipês,

Aonde suas raízes vão que as outras não chegam?



publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 19:31
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O Poeta e o Biólogo, e o jardineiro
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