Jardins de Palavras em canteiros de versos a cerca de eiras de prosa. Em 2008, um mês, um livro, desde julho
Sexta-feira, 27 de Agosto de 2010
Diamantina

Nota-se que estamos longe,

De tudo.

É aqui que foi o fim.

 

Depois daqui, sertões.

 

As paredes ainda respiram toda a distância que não passa.

 

Não vai passar.

A distância é esta gente,

longe.



publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 02:18
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Quinta-feira, 26 de Agosto de 2010
Sertões

Melancolia, tristeza.

Uma paisagem tal

que aprisiona a alma.

 

Ou o contrário.

Exatamente oposto.

Uma paisagem transbordante,

intensa,

intangível aos tatos e sensos,

extravagante em tudo.

 

Sem fim,

sem campo,

sem matas,

um cerrado denso

morrendo em pé de morro de pedra pura.

 

Um sol parado

encima de um tão azul:

escuro, marinho céu,

repetido em portas na cidade à frente.

 

Parado e morno sol,

ainda quente,

de inverno.

 

Na verdade,

a paisagem liberta a alma.

Livre, tão e de repente,

nos escapa,

foge e se dilui no tudo.

 

Quieto, calado,

fica o corpo sem alma,

melancólico, triste,

esperando uma alma nova lhe brotar no seio,

resgatar o essencial, trazer a velha alma de volta,

 

acesa, viva, feliz.

 

 



publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 02:56
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Terça-feira, 3 de Agosto de 2010
Rio

Entrei em um.... nu.

Deixei sua água passar,

deixei seu frio me cortar....

Nadei, braçadas e mergulhos,

fundos e longos...

 

assim me esquentei....

e o frio então queimou.

Minha pele, ardeu por dentro...

Este efeito de inverter o que se sente,

de ferver ao quase gelar...

 

O rio é um chão fundo e sinuoso,

sensualmente cunhado, charmosamente moldado.

Seu escultor, as águas doces cheias de Oxum...

cavam leitos longos e esbeltos,

Desenham remansos, opostos e serenos,

 

Mais que tudo, neles correm sempre as águas de Oxum,

cheias d'Ela, mineral, pois são elas que fazem o rio ser o rio,

e não o chão que um dia se cavou.

Seco, o chão é o chão,

mas a água é a chuva, que volta dançando nos ventos de Iansã.

 

 

 



publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 20:29
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O Poeta e o Biólogo, e o jardineiro
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