Jardins de Palavras em canteiros de versos a cerca de eiras de prosa. Em 2008, um mês, um livro, desde julho
Segunda-feira, 20 de Abril de 2009
Soltos 13 - Mato

Fruta de lobo

Lobeira

Assa-peixe,

assanhado.

 

D'África, d'aqui,

de lá, de cá,

O mata é jardim de vó,

é erva de preto.

 

O mato é capoeira,

É sucessão,

...é abandono,

.......  será floresta.

 

O mato é parte do habitat.

Da gente, gente que vive de remexer,

mudar e cortar, o mato é pioneiro como nós.

Gosto dele? Gosto mais da mata?

 

Mato... mata... porque vegetação tem nome de crime?



publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 13:35
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Sexta-feira, 10 de Abril de 2009
Soltos 12 - Reza

Se faz assim,

quietinho,

num canto,

sozinho.

 

Quem vai saber?

 A beleza do altar que assentou?

Seus santos...

seus santos....



publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 23:34
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Quarta-feira, 8 de Abril de 2009
Soltos 11 - yoga

De repente,

passou cinco anos,

e nada. Mas de repente,

cai as couraças.

 

Sem aquecer,

sem meditar,

sem respirar,

 

vai a perna, reta,

o braço, reto,

a torção,

completa.

 

Vai a alma, contorce,

nina a perna, bebê,

beija o pé! igual Bibi!

De repente, caiu tudo.

 

Algo lá dentro, lá fundo,

na alma sempre bloqueada,

temente e temerosa,

caiu. Entendi tudo,

tudo ao menos que precisava.

 

De repente,

o corpo desfez-se,

a alma fluiu!



publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 04:28
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Sábado, 4 de Abril de 2009
Soltos 10 - místico

O que eu dou é o que me retorna,

Sou este retorno.

A abandono é o preencher.

Consumir, sacrifício...

Adubo para a flor...

 

Estou acabando,

ou iniciando?

Não há fim ou começo na roda da vida.

Há o rodar.

O viver.

 

Cuide bem da carne do seu boi externo,

dê ao seu carneiro do corpo a vida plena e saudável,

afinal, boa é a carne que é comida de um animal que viveu feliz!

Doar não é sofrer. Sofrer é exatamente o contrário:

é seu horrendo egoísmo de ser só para si, imbecil.

 

 



publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 15:52
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Sexta-feira, 3 de Abril de 2009
Soltos 9 - fantasia

Fantasia é aquilo que fazemos existir.

Que preenche nosso vazio existir,

por existir junto....

mesmo nosso existir, não vazio for,

fantasiamos enchimentos, pois somos, sim,

insaciáveis.

 

O que haveria ocorrido, de fato?

O que será que teria existido?

Existido?

 

existiu?

 



publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 02:34
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Quarta-feira, 1 de Abril de 2009
Soltos 8 - manonwire

Petit, insane!

Espera aí... já vi isto.

Quintana, René Burgler...

o poema.... peraí.... crônica.

Isto.

 

Quintana já poetizou um trapezista.

E o fez, à sua morte, e o fez, ao pé de sua própria beirada de velhice.

eu vou falar de Petit, ainda vivo.

E eu, também.

 

Atravessar sorrindo duas torres que iam desaparecer.

Símbolos de tantas imbecilidades, já tinham caído, antes.

Caíram diante da afronta do pequeno francês que lhes atravessou.

Terrorista e poeta, em anos que terrorismo e nudismo eram a mesma coisa.

 

Petit sorrindo, cruzou, e voltou, e cruzou, voltou, deitou, riu de tudo.

E viveu. Viverei também nas beiradas, como sempre fiz, em cada árvore fina, em

cada árvore grossa, e alta, em cada pedaço de corda carregado e sacudido pelo vento.

Vou viver dos galhos podres que faço fortes trançando fitas sobre os mesmos,

espalhando meu peso como um gorila magro.

 

Espalhando minha vida sobre galhículos, que juntos e amarrados, são como chão para mim.

Qual era o chão de Petit? Seu coração?

Qual é o chão de quem não arrisca? A morte?

Quem afinal está perto da morte?

 

Quem a enfrenta diariamente, e a põe para correr,

ou quem lhe abraça, e arrasta

em matrimônio de covardia

dia a dia,

até o longínquo túmulo que tardia?

 

Viva Petit, viva tu, via o rabo do tatu!

 

 

 

 

 



publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 02:55
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