Jardins de Palavras em canteiros de versos a cerca de eiras de prosa. Em 2008, um mês, um livro, desde julho
Segunda-feira, 30 de Julho de 2007
Momento borracho 2
Hoje, bêbado da vida e da morte,
Hoje, da sensação de ter faltado para uma,
Para não faltar às demais.
Hoje, bêbado do que escrevi em pensamentos ontem,
Em um cortejo de banda, criança e alegria,
Misturei alegria, sofrimento, lamento, e decisão.
Hoje, interrompo um livro que secretamente te dou,
Para lembrar de uma bela tia, bela de alma e corpo,
Tia de meu amor, que se foi, deixando lágrimas, para lá,
Eu, impotente, para cá... e na escolha de cada um, a vida segue,
E seu perdão, espero, chegue.


publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 19:08
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Uma carta, um poema, para Nádia e Tia Efigênia
Ontem te deixei com sua tristeza,
Sabes bem, da minha prerrogativa
irrevogável de trazer a alegria, que for,
para minhas pequenas.
Devia tê-las deixado viver com você, porém,
Com sua família, já tão delas,
as suas tristezas.
 
Mas logo você, tão alegria, tão a felicidade...
Fiquei com dó de mostrar que a vida é assim tão plena,
Em um domingo assim, de final de férias.
Doeu a elas te ver chorando, e te deixei, chorando,
Para não vê-las sofrer por ti.
 
Fiz pior, as fiz feliz naquele dia. No momento,
Aquele exato momento que te doía mais.
Fomos ao cortejo, e dançamos rua abaixo,
Enchendo meus amores, dois deles,
De toda a alegria do mundo.
 
Era a consagração do esforço de lançá-las,
bem forte e fundo, a um mundo que pode ser belo,
lindo e doce. Foi ver em cada passinho de dança de Laura,
A alegria de viver, de se misturar, e andar solta e feliz entre as gentes.
Soltura igual e tão grande, em cada sorriso de Gabi.
 
Mas lá, não tão longe de ti quanto sentias, não esqueci da sua doce Tia Efigênia.
Lembrei dela, de seu sorriso, de sua alegria, e seus casos de vida,
extrema vida, que contagiava a ti, a todos, a mim, sem nem conhecê-la.
E assim, contaminado dela e sua alegria, na descida da Rua Direita...
Quando Laurinha me puxou para dançar na rua,
trouxe ela,
Sua tia,
Comigo,
Para o meu lado, na rua.
 
Longe de todo sofrimento, quis trazê-la,
Viver com ela esta dança e alegria daquele agora,
Quis vê-la despedir da vida terrena, na alegria com que,
eu mesmo, dias antes, me despedi dela, em festa terrena também.
 
Foi ali, em consagração à vida, a nova e bela vida que hoje trago e distribuo,
à vida bem vivida de sua tia, que dei a ela minha rápida, e serena devoção.
Mergulhado na gratidão de,
ter sido Efigênia tão belo acontecimento na sua história,
ter sido mais uma vez mistério da morte para Laura e Gabi,
e de ter sido assim, com a chance de elas saberem deste evento sem o mundo desmoronar,
lhe agradeci, com um enorme sorriso.
Mas, a eternidade lhe esperava, em alegrias maiores, e ela, partiu.


publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 18:56
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Sábado, 28 de Julho de 2007
Penhasco Atlântico
Pequena casa, das últimas antigas.
Chaminé, paredes velhas, janelas verdes.
Videiras a cobrir paredes, teto, cantos.
Videira pelo jardim, videira penhasco abaixo.
 
Detrás, Atlântico, mais detrás, Madeira de novo.
Aqui, apenas uma pequena casa, anos a fio vendo o mar,
Esperando da terra não mais do que ali permanecer.
Vida inteira, ou não. Todos parecem velhos aqui.
 
A vida, as formas, os jeitos, vão se abandonando,
enquanto as matas voltam, belas como antes,
Antigas como sempre. A terra envelhece com as pessoas,
E mais Europa que nunca, fica-se velho numa ilha,
Como se velho fosse no continente,
hoje refeito em abandono d’alma.
 
Aqui, pensado ser berço de jeitos antigos, só vi os antigos,
Envelhecidos pelo qualquer coisa, ou, escondidos de mim,
Nestes dias sem muita luz, não vi foi nada.
Vesgo ou mesmo cego, só vejo as rochas, os penhascos,
As coisas sem gente, de uma gente que quero esquecer.
 
As ilhas vivem sem muito se importar com nada, pois nada devia haver ali. As pessoas, parecem esquecer de que gente ilha nunca vai ser.
 
Madeira, 2006


publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 01:30
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Quinta-feira, 26 de Julho de 2007
Madeira
É um daqueles momentos,
Onde é difícil até pensar.
Do que se vê, tira-se
a loucura de custar a acreditar.
 
Um mundo não novo,
Como seria se assim nunca visto,
Mas fantástico, por assim se
apresentar.
 
Paredes retas se vão soberbas
e imperiosas a muitos metros e tal,
Cobertas do verde que lhes sobem às costas,
crianças de uma floresta anciã,
a lançarem um olhar de desdém
ao oceano furioso,
que nada lhes pode.
 
Aqui, do meio do Atlântico,
subiram um dia do fundo mais fundo,
De um cuspir da terra,
sem dó nem respeito, um jorro
que criou chão e chãs.
 
Agora, paredes de lava,
conhecidas pelas
crianças-árvores que carregam.
Madeira do passado,
Florestas de um ontem tão lindo,
Linda inda hoje, reluz de pé em penhascos para além.
 
Das sem fim quedas d ‘água,
reluz o verde contra o azul.
Azul marinho,
tem que ser daqui que saiu esta cor.
Em ondas constantes,
massageia o penhasco,
o azul este tão blue.
 
E então, como que num sonho insano
de homem dos trópicos,
Que acostumou com mar verde
lambendo areia branca,
enfeitada de verdes claros e festivos,
uma praia preta, de pó de lava,
faz preto o mar antes azul.
 
O verde é escuro. O preto também.
O Atlântico soberano em seu quase norte,
Sua quase África,
Seu já não mais, Portugal.
 
Tomada e ardida em fogo,
Pelo homem que quer seu,
tudo que o mundo tem.
Hoje tento ser homem seu,
Sem quereres, sem temeres,
Sem nada senão sabores.
 
Com a gratidão por meramente,
e simples apenas,
ter vivido de ontem para hoje,
reanimo quem sou.
Lembro que à felicidade suprema
basta momentos assim,
Neste mundo, tão grande, e quem dera,
Sem fim.
 
Madeira, 2006.


publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 22:18
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Segunda-feira, 23 de Julho de 2007
The year of living dangerously
ou...
Poemas para um dia ser perdoado pelas minhas filhas.
Mel Gibson, ferido, sem nada,
Anda em direção ao avião.
Perdeu tudo, diabo de filme no fim...
Será Saigon, Vietnan?
Foge, sem nada, e anda levando a si mesmo, e apenas.
 
No avião, uma mulher lhe abraça,
com a força e jeito que ela me abraça.
Estranho alguém fugir de algum lugar do mundo,
Onde os problemas borbulham.
No mundo, no meu, não há nada disto.
 
Vivo correndo e largando tudo,
Em busca de um novo tudo,
Em busca do já dito lugar no passado,
Onde tudo doía menos, tanto que vale me repetir.
 
Me sinto assim, estes dias, náufrago de minha fuga,
Do navio que afundei,
Da rota que desisti,
Da tristeza que sentia, mas que não me largou.
Da burrice de minha história, e seus lindos frutos.
 
A fuga tem seus dois lados, ou jeitos, e do jeito bom,
quando se vai, um dia,
retorna.
Para aquele ponto,
Onde,
Um dia,
Tudo,
Tudo,
Se desfez, nos gestos decididos de lhe desconstruir.
 
Pois não é o lugar, as gentes, os jeitos.
É aquilo, que nunca vai, nem ia dar certo,
Que precisa se desfazer, e se desfeito,
Feito benção de benzedeira velha e preta, com arruda, e tudo mais,
É como se não tivesse existido.
 
 
 
Sobra a casa, o jardim, as cores, os cheiros, o amor de pai, o amor de mãe.
O amor plantado para um dia perdoar o lavrador.
E sem peso nenhum,
Volta nestas coisas importantes demais, o que de mais importante tinha.
Volta infância, volta amor, volta o sorriso de continuar,
Volta a gente, nova gente, diferente, e pronta para tudo por para fora.
Tudo que um dia ganhou, de bom, e mais amoroso, e guardou guardadinho.
Para brincar no sol da esperança, do perdão, do olhar para frente, e esquecer de buscar lá trás, um caminho para errar de novo.
 
Maio 2006


publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 14:52
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Sábado, 21 de Julho de 2007
Marina, cão, criança: Atlântico
Ali naquela tarde, céu azul.
Já era noite, mas ainda dia.
Um boxer malhado, tentava-lhe as pernas.
Ela, alegre, pedalava jogando-se de um lado para o outro.
Ele, corria, do outro lado para um,
Ela, trocava as pernas de lado,
pedalando com um só pé.
 
O cachorro era dela, e nada mais parecia ter dono.
Marina do porto, esta era uma granda farra.
Sim, granda, pois aqui é Angra do Heroísmo,
Aqui é Terceira, é Açores, é um lugar de granda beleza,
E o charme de um belo veleiro ao fundo.
 
Mais ao fundo, o Morro Brasil. Chama-se assim.
Pequeno, redondo, e bem verde de urze e juniperus.
Laurissilva ao mar.
De tanto chamá-lo, acaba-se virado para lá, para o Brasil.
Para lá, que se dane além deste morro, não quero pensar.
Ando às voltas daqui, da solidão do eu que busquei,
E vou encontrando.
 
É como naqueles dias que andávamos pelas ilhas quase todas,
A cata de insetos nas copas e nos solos.
Foi naquela tarde, em São Miguel,
Uma gruta deixada há pouco.
Sua boca para o mar,
Suas entranhas de tubo de lava.
Bela e escura traquéia da terra.
No mar, decidi, e avisei:
“vou nadar pelado no meio do Atlântico norte.”
E nadei. Brasucas!
Ela, admirada ou espantada, olhava de lá.
Sobrou a foto, só e pensativo como eu mesmo estava,
E ainda estou.
 
Para além, plantação de tabaco, mãos pertos,
Pensamentos longe da vida, pensando em segredo
no que a vida se tornara.
Pensando em mim, o verdadeiro eu,
Não capturado por esta ou nenhuma situação,
Longe de ser pego por mim mesmo,
Pela minha angustiada busca por soltar alguém,
Que nunca vai existir.
Ali, solto e desincumbido de minha alma escrava
de besta que é,
Vivi o viver, e nunca mais quis voltar.
 
Ali naquela tarde, sabia, um dia ia escrever:
“Foi naqueles dias que andávamos pelos Açores.
Passava semanas ou meses por lá.”
Os Açores, como qualquer ilha, é um lugar de onde parece que
quando se vai, nunca mais se sai.
E aqui, sempre que volto, vejo que mesmo, mesmo, nunca deixei.
 
Fugi até me encontrar mesmo muito só. Acho que era mais ou menos isto que eu queria.
 
Açores, de novo.


publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 22:28
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Quinta-feira, 19 de Julho de 2007
Jardins de palavras, Poemas
Flores,
Amarelas,
Verdes,
Vermelhas,
Cores.
 
Verdes,
Claros,
Escuros,
Musgo,
Escola,
Muros e paredes.
 
Ramos,
Marrons,
Escuros,
Claros,
Belos nos tons.
Belos na forma.
 
Desenho,
Feito vida,
Feito forma,
Transforma,
Muda, cresce.
 
Canteiro a canteiro,
Estrofe a estrofe,
Construir do pronto.
Plantas e palavras, feitas.
Recriam o mundo, já antes, feito.
 
Jardinar corações, regar sentimentos.
Aspergir lágrimas para nutrir raízes da alma,
Raízes para agüentar o tranco do vento.
Folhas, e rimas, para crescer o sorriso e a paz.
Flores, para florir. Amores, para amar.


publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 14:05
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Sábado, 14 de Julho de 2007
Paisagem
Certas paisagens longínquas,
Exercem efeitos inimagináveis.
Vastidões, com árvores espalhadas,
Verdadeiras mais que belas, e belas,
Por assim o serem.
 
Grandes e tortas, forjadas ao vento,
Secas e poderosas, resistem a tudo.
Grandes e belas criaturas vistas assim,
Sós, e solenes senhoras de todo o tempo.
 
Nesta vastidão, mesmo quando cheia de nadas,
Cheias de ares secos, as verdes pequenas folhas,
Mostram a água escondida na vida e na terra. Paineiras.
O ar embaçado, se embaça com as sementes de algodão.
 
Voam como farelo de vida, o talco do renascer no pó.
Nestas paisagens, vastas e machucadas pelo homem,
Sente-se algo muito forte. Um aperto no peito, dizem as gentes.
Cheio, se sente de tudo. De medo, de susto, de pequenez.
 
Em meios a tanto sentir, sabe-se, e vive-se, a beleza de um mundo que transcende todo sofrer, toda perda, e todo tempo.
 
A evolução e o amor são lados iguais da mesma obra.


publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 02:42
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Quinta-feira, 12 de Julho de 2007
Sorriso
Basta isto.
A felicidade precisa de nada.
Basta lembrar.
Gargalhada de Laurinha,
Bobaginhas, e alegria.
 
Vontade no ar, só de sorrir,
E de Bibi também, sorriso até,
Jeitinho que nem tinha.
 
Sorrisos delas, sorrisos meus.
Sou feliz por me matar em tê-las assim.
Irrecuperavelmente tomadas de vontade de sorrir.
 
A alegria não tem retorno.
É mais forte e valente
que todo jeito egoísta de sofrer.
É mais forte que quem crianças não resguarda,
olhinhos inocentes não protege,
e coraçõezinhos não acalenta.
 
Crianças aprendem o que adultos não sabem. Não sofra para me atingir, pois sei querer ser feliz, e serei, sem dó nem piedade.
 
 
Abril 2006


publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 12:59
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Quarta-feira, 11 de Julho de 2007
Momento Borracho
Acidentalmente, inaugurei ontem o Momento borracho, ao escrever do alto de duas cervejas, tudo que sinto sobre covardes que empunham almas infantis para protegerem sua covardia fundamentalista!
 
Gostei. Assim, sempre que embriagado da vida, do momento, de mim, de você, de algo, da raiva ou da paz, com ou sem álcool, lançarei um acidental momento borracho, daqui e dali. Abaixo, o último poema, de um dos livros quaisquer.
 


publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 05:31
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Semana Santa

No ombro, corpinho agitado, olhando para tudo.

Caminho da procissão, dia de alegria, brinquedo,

Família dos outros.

 

Ali perto, música na casa. Papai sobe a escada,

Uma banda no salão. Estão ensaiando, tanta gente,

Que barulho!

 

Depois. Ao pé do soldado, vejo meninas anjinhos,

Gente demais. É noite, e a gente está aqui na igreja,

Vendo isto tudo, e durmo no colo!

 

E passa dia, dormem as moças, se vai para casa.

É casa delas, a vila no centro, com crianças e doida.

Alegria de estar solta, soltinha.

 

E na procissão saindo do Pilar, anjinhos e “anjonas”.

Tanto padre, tanta gente de novo.

E de joelho no ombro, de novo no ombro, chamo atenção.

 

Banana na boca da Laura, bundinha pro ar, e caras e bocas.

Tem mais fotógrafo para elas que para os santos.

Agora eu, saio de meus próprios ombros e de seus pesos próprios.

 

Subo pelas pernas agitadas de Bibi, e acho seu coraçãozinho,

Passando pelos seus olhos brilhantes, e agitados.

Lembranças de infância que quero ver lembradas na vida toda.

 

E sua história de tantas vistas e estórias, entra em meus olhinhos

infantis, boiando no meu rosto de malandro, talvez assim por querer se encher das cores de agora, pela falta de memória de uma infância sem sal, sem cor, sem o risco de viver.

 

Semana Santa, 2006

 



publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 05:22
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Terça-feira, 10 de Julho de 2007
Smoke, peace, children, war - Momento Borracho 1
The wonderful smell of smoke,
heavy good cigars,
blending walls and reality in English pubs,
over ten year ago…
Memories of places, smells, and thoughts.
 
The wonderful place UK could be,
by been a site of the world.
Place of thoughts,
cultural blending,
minds of smoke,
hearts of no walls,
lives put in common places,
culture, science, future, civilization.
 
Whatever happen or say, you or any of yours,
No matter how bad and evil Puttin or Bush are,
No real man, no proper human,
has the right to put children on fire line.
No fucking cause is good enough to arrest their peace,
their rights,
their faith,
their childhood.
 
Are those the cause of radical Islam’s,
Chechnya rebels, poor black Africans?
You just put angel wings in the devils that killed quietly your kids before!
You just made yourself as bloody bastards as themselves!
Be men bastards! Be better than the whites!
And fuck you! All.
Eu te falei que ia te fazer sorrir? Hoje não deu... doeu.


publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 04:06
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Segunda-feira, 9 de Julho de 2007
Sonhos
Sonhas com casamento e filhos,
Sonho com um amor recíproco,
companheiro, parceiro de perto,
mesmo quando longe.
 
Sonho com o teu olhar sempre vívido,
No seu corpo, sempre vívido,
Agora e lá na frente, maduro,
e vívido.
 
Sonho com o que Deus mandar,
se tiver um Deus, ainda mais um
que mande coisas.
 
E se mandar um filho seu,
sonho em fazer em você uma mãe diferente.
Feliz e amada, não por mim,
Mas pela feliz e incomparavelmente
amorosa histórica que tivestes,
sonho você também de muito e só amor.
 
E que seu amor, se fizer em mim de novo pai,
faça neste pai que já há,
um amante melhor, mais amor ainda.
 
Queria então me ver perdido e sem volta,
no sonho inicial. Amado de verdade, amado para sempre.
 
Que não valha nenhum sonho, e que a vida seja pura beleza de se viver com o coração na frente de todas as ilusões.


publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 12:58
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Domingo, 8 de Julho de 2007
Cores e Amores
Criança em vermelho,
Balão, laranja.
No fundo, bem forte,
parede azul... hoje tem poema.
 
Calado, me falam as cores,
a alegria recuperada,
a felicidade, cuidadosamente,
minuciosamente, protegida.
 
Chamuscada, limpei.
Entristecida, fiz sorrir.
Guardei minhas filhas,
dei a elas minha incondicional
certeza de estar com elas,
caia o mundo em volta,
caia quem for.
 
Assim, hoje, em cores,
bem fortes.
Antes, também,
foram fortes os dias,
mas as cores, não tinham.
 
Com elas, sempre feliz, fui forte,
e elas para mim.
Hoje a felicidade se espalha.
Como estas cores,
mexem, balançam e dançam,
minhas crianças amores.
 
Balão pulando, criança em luz, criança feliz.
Alegria de ser, aprender, e terem a mim. Que orgulho!
Que honra me dão! Fiz a elas.
Elas,
resgatam a mim.


publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 03:18
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Sexta-feira, 6 de Julho de 2007
Árvores e Senhoras, todas velhas
Hoje encontrei velhas árvores,
e senhoras velhas igual.
Todas, árvores e senhoras,
tão belas, belas estas, sem igual.
 
Me enchi de alegria,
e vi meu corpo andar,
enquanto minha alma,
bem a frente, bem criança,
dava cambalhotas.
 
Felizes senhoras,
árvores frondosas.
Com elas, e com esta cidade,
a exuberante beleza de viver
tanto e tão feliz.
 
 
Abril 2006.


publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 04:03
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Monólogos com você, diálogos comigo. Agora, poema não!

Olá? Alguém aí? Este blog, parece vazio, solitário. Parece comigo.

Bem, com um tipo de eu, que nem sempre, importo em ser.
Aqui, bem vazio, quero monologar com você, e com quem vier ler isto,
Afinal, bem vindo também!
 
Trago nas marcas do que sou, o inevitável confessional, detestável pelos puristas,
principalmente os mais babacas. E continuo confessando. Confesso, não estou nem um pouco interessado no que pensam, pensas, com nada.
 
Só que resolvi fazer que veja o óbvio, talvez de forma egoísta, para que eu também saia daqui, e largue disto de vez. Disto o que? Que importa, quero mesmo largar disto.
 
Assim, postarei mais um poema, com endereço e rumo: você, seu amor, seu coração. Depois, me darei a liberdade de apagar as pegadas nesta areia quente, e no lamaçal do brejo que andei. Apagarei o que eu achar que deva apagar, se já não tiver apagado. Se leres meu leitor, leitora, e nada entender, é por que o fiz. Apaguei! Se eu não voltar o mesmo, é por que apaguei tudo que eu não agüentei. E vou dar conta de outras coisas... outros eus.
 
Se tudo fizer sentido, é então o contrário do que disse antes, mas, certo que não para sempre. Enfim, depois do próximo, que sai.... agora, postarei poemas soltos, leves e belos, farei seu café da manhã feliz, se abres seu computador tão cedo, ou te farei dormir com um sorrisinho bem besta no canto da boca, se fechares seu dia com minhas toscas linhas. Até parece que alguém lê isto. Que besta.
 
Boa noite, boa leitura. Se quiser, posso sugerir algumas boas!
(livro na íntegra? Desiste!)


publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 01:58
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Segunda-feira, 2 de Julho de 2007
A Tela e a Vida
Quieto, olhar triste.
Um momento distante,
mais longo que o longo suspiro,
solto devagar,
naquele cantinho.
 
Ali, vive-se um amor latente.
Pela vida, pelos outros,
para os que temos, os que não,
mas amamos.
Para as crianças, os velhos,
as crianças e velhos de nossas vidas,
ou, apenas, todos.
 
Ali, num instante triste,
vive-se uma vida feliz.
Felicidade, de fato, e afinal,
é a intensidade de uma vida de amor.
 
E uma vida de amor
vai ter cores e texturas de tristeza.
São cores fortes e marcantes,
e marcas severas em uma tela pintada.
São destas coisas que puxam seu olhar,
e te fazem pensar, primeiro,
que é uma tela triste.
Só se admirada além das marcas e escuros,
é que se vê a pintura.
 
Azul, amarelo e vermelho.
As cores da vida são sempre
as mesmas, façam elas
o verde, o laranja, ou o marrom, ou mesmo o negro.
O importante é que a vida só se faz com cores.
As cores são a pintura.
A pintura, a felicidade.
 
Se a vida, ao contrário, terminasse em
uma tela branca e sem arranhões? Queira não,
e a minha seja uma colorida pintura.
 
Nuances, flores, montes,
histórias, saudades. Sim,
muita saudade.
De uma juventude feliz,
de um pai nesta juventude.
Saudade de um pai morto.
De seu rosto, ainda quente
e ainda terno.
Saudade da referência do existir,
do meu existir,
que era, em grande parte,
Ele.
Saudade demais de seu rosto vivo,
seu sorriso, seu amor,
agora em mim, agora meu.
 
Jardins, casas, balanços, mais histórias.
Filhas lindas, felizes.
Eu, claro, feliz.
Saudade, com cores fortes, vibrantes,
de um futuro
onde meu lugar seja outro,
E a tela, linda, ainda mais bela.
 
Restaurar é a arte de diluir amor nas cores de nossos dias,
e não deixar os olhos esquecerem que viver é a arte de ser feliz.
 
 
Janeiro 2006


publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 13:56
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